Além da versão sedã fabricadas no Brasil, tivemos a "perua" Tempra importada da Itália (mais precisamente da planta de Cassino), em 1994. Seu design chamava a atenção pela traseira reta, lembrando as peruas da Volvo e algumas peruas Opel.
Na Europa foi lançada em abril de 1990 e concorria com Alfa Romeo 33, Austin Montego, Citroën BX, Ford Escort e Sierra, Opel Kadett, Peugeot 405, Renault 21, Subaru Legacy e Volkswagen Passat.
A Fiat importou a SW pois dizia-se que a fábrica estava com alto volume de produção do sedã, devido a sua grande aceitação em nosso mercado e não havia capacidade para produzir a perua em Betim.
Na época houve uma redução do imposto de importação de 35% para 20%, o que foi bastante favorável à SW (e ao Tipo). Aqui ela custava US$ 29.400, um pouco mais que as versões intermediárias das defasadas Ford Royale e Volkswagen Quantum.
Foi apresentada no Salão do Automóvel de São Paulo em 1994 e chamou bastante atenção pelo seu quadro de instrumentos todo digital, bem diferente do sedã nacional. O ar-condicionado automático e digital também chamou bastante a atenção.
A Tempra SW era um Tempra "de verdade", pois era o projeto original italiano. Algumas poucas unidades vieram equipadas com air-bag. Vinha com freios a disco nas 4 rodas com ABS opcional e as rodas tinham o mesmo desenho do modelo brasileiro, porém tinham uma pequena diferença para o nacional: a válvula dos pneus era embutida em um dos 4 raios.
Outras pequenas diferenças eram o capô mais largo, grande dianteira menor, faróis de milha mais próximos às extremidades dos para-choques e retrovisores iguais aos do Tipo.
Uma grande diferença era o teto que ia avançando a medida que chegava à traseira, com diferença de 7 cm. Havia uma grande entrada de ar tipo "NACA" para desviar o fluxo de ar do teto para o vidro traseiro, a fim de mantê-lo sempre limpo.
O porta-malas era maior que de suas concorrentes brasileiras, com 509 litros e seu acesso era dividido em duas seções (coisa que sua substituta Marea Weekend herdou). As tampas eram feitas de plástico, como no Tipo.
A SW utilizava motor 2.0 semelhante ao usado no sedã brasileiro, porém com injeção multiponto e 109 cv, porém de funcionamento mais suave graças às árvores de balanceamento. Com peso de 1390 kg, a perua fazia de 0-100 km/h em 13,36 segundos e 188 km/h de velocidade máxima.
Devido ao aumento repentino do imposto de importação de 20% para 70%, tornou-se inviável para a Fiat importar a Tempra SW, Tipo 2.0 SLX e Tipo Sedicivalvole. Estima-se que foram vendidas 8372 unidades no Brasil.












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